Olá! Sejam sempre bem-vindos! O meu texto de hoje é pequeno e, como sempre, inclui minha visão de mundo e algumas experiências pessoais. Nele procurei relacionar os ciclos da natureza humana ao simbolismo do ciclo das estações do ano:
O outono que termina encerra os rastros de folhas que caem no chão! É a minha alma que precisa começar a ser renovada, assim como as árvores também precisam para que dêem bons frutos. Cada sentimento negativo deve cair como uma folha que não serve mais.
E o inverno que vem! É o período mais ameno e mais seco. É hora de amenizar o meu coração e educar os impulsos que me levam a ser sempre o vilão. E é hora também de secar as lágrimas. Eles foram importantes para o crescimento, mas já não servem mais.
E a primavera! Ah, a primavera! Ela traz muitas esperanças nos ares. Traz renovação, traz alegrias. Sob sua Majestade talvez um dia eu encontre alguém não vai julgar ser bem mais do que eu mereço. Afinal, acho que pelo menos o mínimo eu mereço.
Finalmente o verão! Nele o forte calor queima todo o rancor que possa ter restado. Com ele também vêm os temporais e com eles os trovões e os raios. Benditos raios! Poucos sabem, mas eles são essenciais para a purificação da atmosfera, pois pulverizam muitas partículas acumuladas e nocivas, além de produzirem novas substâncias que fertilizam a terra. Então, que cada raio do verão limpe o que ainda estiver sujo em mim. Que cada temporal possa ajudar a fertilizar o solo do meu coração. E que cada trovão afugente os medos, as decepções, os pessimismos e a falta de perdão. Tudo isso pra que eu me aceite mais como sou e pra que eu também aceite os outros como são.
E se mesmo com todas essas oportunidades ainda restar algo de ruim, fica a esperança de que ele caia por terra junto com as folhas do novo outono que se aproxima, nesse ciclo interminável que é a natureza e que também é a natureza humana.
Escrito por Carlos Turque às 23h11
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|