Olá! Estou demorando a atualizar devido à falta de tempo e à preguiça também. Também estou procurando ser bem suscinto nos meus textos. O de hoje é uma pequena reflexão. Um abraço a todos!!!
Orkut
Um dia eu estava atento. Vi que tinha mais de trezentos amigos no orkut. Vi também que estava em quase cem comunidades. Foi quando a dúvida e a insegurança vieram. Procurei no dicionário os significados das palavras “amizade” e “comunidade”. Para aquela encontrei: “sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas que em geral não são parentes e nem amantes”. Já para a segunda achei: “grupo de pessoas que comungam das mesmas idéias”.
Eis a questão: será que quando adicionamos e aceitamos amigos ou quando entramos em comunidades estamos banalizando os sentidos originais dessas duas palavras? O que é ter um amigo? Ou melhor, o que é ser amigo? E o que é comungar das mesmas idéias e valores de um grupo? Alguns podem me responder dizendo que não devo levar essa história de orkut tão a sério. Mas sei lá! Todas aquelas carinhas que aparecem na minha página principal não são meros objetos. São seres humanos. E sou amigo deles. Mas será que quando eles precisarem de um amigo de verdade eu vou estar lá? Serei um amigo verdadeiro? Além disso, viver em comunhão com os outros é tão difícil, como então eu consigo estar em quase cem comunidades?
Não estou demonizando o orkut. Aliás, sou um viciado confesso. Sei que ele me proporciona coisas legais como reencontro com amigos, contatos permanentes e até mesmo informações interessantes em algumas comunidades, mesmo que tudo isso custe um pouco da minha privacidade. Faço então uma última indagação: se no mundo virtual conseguimos tantos laços de amizade e de comunhão por que nem sempre isso é possível no mundo real? Se é que podemos separar esses dois mundos, pois mesmo o mundo virtual não deixa de ser real.
Escrito por Carlos Turque às 00h45
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