Oi, queridos amigos! Espero que esteja tudo bem com vocês. Não vou continuar aquela história do jogo agora. Hoje, pela primeira vez, vou fazer isso aqui de diário, mas só porque me senti estranhamente diferente. Um abraço!!!
Hoje foi um dia de domingo atípico. Um dia capitalista pra ser mais exato. Ou seja, um dia que costumo odiar. Mas dessa vez foi diferente... estranhamente diferente. À tarde, fui prestar concurso público pra uma empresa ligada à cultura. A prova foi em uma universidade extremamente capitalista e que fica dentro de um shopping, o templo do consumo. Que prova difícil! Foram algumas horas lá dentro. Quando saí fiquei impressionado com o tamanho do shopping. Nunca vi igual! Fica em Del Castilho, subúrbio do Rio. Bem longe da minha casa. E o nome é bem sugestivo: Nova América.
Já estava noitinha quando comecei a passear por lá. Eu me impressionava cada vez mais. “Quanta gente, quanta alegria...”. Eu andava, perdia-me, andava, perdia-me. Não tava nem aí. Queria me perder mesmo. Não encontrava com ninguém conhecido. E isso era legal. Não que eu não goste de encontrar conhecidos, mas tava gostando de curtir anonimamente. Se bem que acabei cruzando com uma pessoa conhecida. Em qualquer lugar sempre encontramos, né!
Aquilo tudo me parecia um lugar mágico, sentia-me feito criança! Nem me preocupava com a hora de vir embora pra casa. Olhei tudo e todos. O lugar era bem bonito. As mulheres também. E como eram. Continuei andando até que me veio uma coisa na cabeça: “agora só falta lanchar no Mc Donald`s”. E eu o fiz sem pensar duas vezes. Depois andei por uma rua lá dentro que me lembrou o Arco dos Teles, no centro do Rio. Pessoas reunidas nos bares, conversando e tomando chopp. Ah, meus tempos de boy! Cheguei até a parar pra ver um pouquinho do futebol que passava no telão. Mas quando o meu Vasco levou um gol de empate do Fluminense desanimei e fui-me dali. Já era hora de ir. Tinha que ser rápido, pois o metrô passaria pelo Maracanã e não queria pegar o tumulto do fim da partida.
No momento em que saia do shopping sentia-me diferente. E o que é pior: estranhamente... feliz!? Sozinho e feliz. Mas logo eu feliz dentro de um shopping? O que está havendo comigo? Fiquei pensando nisso enquanto seguia pra pegar dois metrôs e um ônibus pra voltar pra casa.
Acho que preciso rever meus conceitos...
Escrito por Carlos Turque às 23h13
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