Olá! Sejam sempre bem-vindos, queridos amigos! Hoje posto parte de uma pequena história. Um abraço a todos!
Final de copa do mundo. Mais de cem mil pessoas no estádio e milhões de telespectadores ao redor do mundo. Todos os jogadores dando tudo pelo título, principalmente um: o camisa 9 da seleção branca. Ele corre além de suas forças, salta, cai, levanta, sangra e sua... como sua. Primeiro tempo, segundo tempo, prorrogação e agora pênaltis. Tudo será decidido nos pênaltis.
Os cinco jogadores da seleção preta bateram seus pênaltis. Todos fizeram. Já pela seleção branca foram quatro cobranças até então. Todas igualmente convertidas. Chegou a vez do quinto jogador. E era logo ele: o camisa 9. Aquele que quase deu a própria vida por sua seleção.
O número 1 da seleção preta já esta aquecido e preparado na sua linha pra impedir o gol. O camisa 9 se aproxima e com muita calma coloca a bola na marca. Dá cinco passos pra trás e pára. O estádio e o mundo param com ele. Como pode um lugar com mais de cem mil pessoas parecer o interior de uma caverna? A comparação se explica pelo intenso silêncio que se fez naquele momento.
O juiz apita. O camisa 9 corre pra bola chuta. Foi bola pra um lado e goleiro pro outro. Porém, no meio do caminho tinha uma trave. Tinha uma trave no meio do caminho. O estádio explode de comemoração pelo título da seleção preta. O camisa 9 pára, põe as mãos sobre o rosto e chora. O camisa 1 levanta e surpreendentemente não esboça nenhuma comemoração. Apenas anda em direção ao artilheiro frustrado, segura a sua cabeça e a coloca sobre o seu peito. O camisa 9 chora compulsivamente. Chora como uma criança no colo da mãe. E o goleiro lá... consolando.
Todos param. Todos mesmo. E ficam estarrecidos com a cena que estão vendo. O mundo inteiro aplaude. Até que o goleiro finalmente se despede do camisa 9 e vai comemorar o título com os seus companheiros de equipe. E o camisa 9 continua lá. Seus companheiros de seleção já se dirigem até ele para repetir o gesto daquele camisa 1, o goleiro do time preto.
Essa história ainda não aconteceu, mas não sai da minha cabeça. Por que será?
Continua...
Escrito por Carlos Turque às 00h19
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