Tão menina
Pobre menina que mora na beira do rio!
Como te esquecer? Como não sorrir lembrando dos teus encantos?
Do mesmo modo que a vida pulsa e pula, você passa e cheia de graça renova o meu coração.
Como não querer cuidar de você? Como não querer-te sobre a minha proteção?
Gostaria de esperar o rio encher e transbordar só pra poder carregá-la em meus braços
E secar o seu corpo minguado com o calor do meu abraço.
Rica menina, que faz o céu cinzento parecer um convite à felicidade.
Como não lembrar da ingenuidade de tua alma e de tua doce maneira de falar?
Como não me embriagar com o seu olhar medroso e evasivo?
Rara menina, que com apenas um toque consegue encher meu peito de alegria
E que com apenas um sorriso me deixa tão fraco em mim mesmo.
Pobre menina! Rica menina! Rara menina! Continue sempre assim, tão menina.