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Língua Solta


Olá, Pessoal! Hoje vou colocar o último post repetido. A partir dessa semana vou escreve textos novos. Esse meu texto, "A certeza do Efêmero", data de 26/06/2005 e mostra como somos apenas uma brisa que passa nesse mundo imenso. Nós muitas vezes nos achamos muito importantes e imortais. Mas a verdade é que toda a nossa vitalidade corpórea um dia acaba. E se não conservamos a vitalidade de espírito de nada vale tudo o que fazemos aqui. A consciência da morte é um excelente remédio contra a soberba. 

A Certeza do Efêmero 

Em uma tarde vazia e fria no sopé de uma montanha,

em uma cabana sombria e isolada,

em um leito coberto de mofo,

eu nem vou lembrar da vitalidade da minha juventude.

Nos meus sonhos tudo é tão confuso,

a impotência parece tornar o meu fim mais insuportável

e ali eu estarei fixo como uma estátua e sem a liberdade que eu sempre acreditei possuir,

aprendendo que ninguém nos é suficiente, pois no final morreremos sozinhos.

No meu leito, estarei esperando por ela sozinho.

 

Tudo aquilo que você me fez acreditar um dia

e tudo aquilo em que eu quis acreditar

não diminui a minha angústia agora,

pois sei que no final morrerei sozinho.

As flores murcharam,

não há mais aquele pôr-do-sol,

em tudo que acreditei até agora

eu fui enganado.

Você me enganou quando me falou sobre o céu e o amor verdadeiro e depois me deixou.

No meu leito, então, eu estarei cansado

de tudo aquilo se fez verdade.

 



Escrito por Carlos Turque às 22h54
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continuação...

A noite está caindo

e a minha tristeza aumentando,

mas apesar de tudo,

sinto algo dentro de mim dizer,

e até mesmo em sonhos

que as coisas não podem se resumir só aqui

que deve existir um lugar mais perfeito,

onde todas as mentiras cairão por terra,

então aqui eu me conforto

e sigo o meu caminho inevitável

acolhido por quem eu nunca vi, mas por vezes senti.

 

E mesmo distante,

 poderei perceber as ondas se chocando contra as pedras,

o vento carregando a areia

e o último feixe de luz emitido pelo sol que já se foi.

e velho e fraco, continuarei sendo eu mesmo,

lá e como uma estátua.



Escrito por Carlos Turque às 22h53
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